Seja Bem Vindo! Que Deus te Abençõe!

Rádio Deus Proverá - Abençoando Vidas

Free Shoutcast HostingRadio Stream Hosting

Páginas

sexta-feira, 1 de março de 2013

OS FATOS QUE AJUDARAM A RENUNCIAR


O jogo do poder no Vaticano

Interessante artigo publicado no Viomundo:

Gilberto Nascimento: O mapa dos grupos que desestabilizaram papa

O cardeal alemão Joseph Ratzinger chegou a ser chamado de “rotweiller do papa”, nos anos 1980 e 1990. Era, então, o todo poderoso prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, a antiga Santa Inquisição. Eminência parda de João Paulo II – a quem sucedeu, em abril de 2005 -, Ratzinger defendeu ferozmente a restauração do poder episcopal, a volta à ortodoxia.

Combateu a Teologia da Libertação e ajudou a dizimar a Igreja identificada com a opção preferencial pelos pobres, a partir do Concílio Vaticano II (1962-1965), principalmente na América Latina. Ratzinger foi o algoz do brasileiro Leonardo Boff, seu ex-aluno. Calou o teólogo franciscano com o “silêncio obsequioso”, em 1985.

No comando da Santa Sé, já como o papa Bento XVI, cercou-se de cardeais conservadores, fortalecendo uma linha de ação delineada no pontificado de João Paulo II. Deu poder a movimentos católicos de inspiração autoritária e ultraconservadora.

Incrustados na Cúria Romana, esses grupos iniciaram uma acirrada disputa pelo poder. Vários auxiliares foram acusados de desvios financeiros e envolvidos em outros escândalos, como os casos de pedofilia.

Sem controle da situação, Bento XVI às vésperas de sua renúncia, descobriu tardiamente que não governava sozinho. Em meio a uma rede de intrigas, vaidades e ambição, perdeu o comando. Se viu sem forças.

Nomeações feitas por ele sem seguir preceitos e hábitos comuns no Vaticano também geraram fortes reações. Ao recrutar antigos colaboradores, colocando-os em postos-chave, contrariou interesses de esquemas enraizados na Santa Sé.

Até os anos 1990, só se falava na divisão interna na Igreja entre os chamados conservadores e progressistas. Hoje, são os integrantes dos grupos mais à direita, incensados por Bento XVI, que o sabotam.

O papa, após anunciar sua renúncia, criticou “a divisão no corpo eclesial” que deturpa “o rosto da Igreja”. Denunciou a “hipocrisia religiosa” e o comportamento daqueles que querem “aparecer”, que buscam o “aplauso e aprovação”. Bento XVI só não identificou quem seriam esses “hipócritas” que lutam desbragadamente em busca do poder na Santa Sé.

À frente, nessas disputas, estão fortes correntes conservadoras na Igreja Católica, como a Opus Dei, considerada um verdadeiro “exército do papa”. O outro grupo mais expressivo é a Fraternidade de Comunhão e Libertação, cujos membros, por causa da fervorosa devoção, chegaram a ser rotulados de “stalinistas de Deus” e “rambos do papa”. No pontificado de João Paulo II eram os “monges de Wojtyla”.

A Opus Dei e a Comunhão e Libertação são os dois grupos com mais força atualmente na Igreja Católica. Mas despontam ainda outros movimentos como os Focolares, o Neocatecumenal e os Legionários de Cristo.

A Opus Dei, fundada em 1928 na Espanha pelo sacerdote Josemaria Escrivá (canonizado em 2002), cresceu no país durante a ditadura de Francisco Franco, de 1936 a 1975. Hoje, está em 90 países, com 89 mil seguidores em todo o mundo.

Seu objetivo, segundo os líderes, é difundir a vida cristã. Certas práticas atribuídas aos seguidores são criticadas, como um suposto hábito de golpear costas e nádegas com chicote. Adeptos seriam obrigados ainda a relatar aos superiores até seus pensamentos.

Grande parte dos integrantes da Opus Dei ocupa cargos de liderança e destaque na sociedade. A organização conta em seus quadros com cardeais, bispos e, ao menos, dois mil sacerdotes. Mantém instituições de ensino como a Universidade de Navarra (Espanha), um seminário em Roma, 600 colégios e 17 escolas de administração e negócios.

Seu braço para a área empresarial é o IESE Business School (Instituto de Estudos Superiores de Empresa), instalado também no Brasil e com planos de oferecer cursos no País – entre eles um de gestão de mídia – a 500 alunos. No Brasil, são ligados à Opus Dei o jurista Ives Gandra Martins e o professor de Comunicação Carlos Alberto Di Franco, entre , entre outros.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, revelou em uma entrevista que seu livro de cabeceira é “Caminho”, de Josemaria Escrivá. Disse ser admirador das ideias do sacerdote espanhol, mas nega ser seguidor da Opus Dei.

Presente em 80 países e com cerca de 200 mil simpatizantes, o movimento Fraternidade de Comunhão e Libertação tem como seu maior expoente o cardeal de Milão, Angelo Scola, ligado a Bento XVI. Foi fundado em 1954 na Itália pelo monsenhor Luigi Giussani e hoje é dirigido pelo espanhol Julián Carrón. Seus integrantes propõem a cultura como “chave de leitura da história”. Os conflitos na sociedade, na visão deles, devem ser analisados a partir da cultura e não da luta de classes ou de questões econômicas.

Fundado em 1943, na Itália, por Chiara Lubich, o movimento Focolares reúne hoje 100 mil membros. Tem como um de seus principais representantes em Roma o cardeal brasileiro João Braz de Avis, prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica. É um nome bastante citado como papável. Ex-arcebispo de Brasília, Avis ainda integra o Pontifício Comitê para os Congressos Eucarísticos.

O movimento Focolares é considerado uma “associação de fiéis de caráter privado e universal de direito pontifício” e seus integrantes se dizem “consagrados na pobreza, castidade e obediência”.

Presente em 15 mil comunidades de 105 países e com um milhão de seguidores hoje, o movimento Neocatecumenal surgiu em Madri, nos anos 1960. Foi criado pelo pintor espanhol Francisco Argüello. Seu objetivo era ajudar paroquianos a buscar a evangelização numa época de sociedade “descristianizada”.

Outra corrente religiosa, a Congregação dos Legionários de Cristo, foi criada em 1941, na Cidade do México. Seu fundador, o padre mexicano Marcial Maciel, foi acusado de abusar sexualmente de seminaristas menores de idade. Após denúncias e visitas de uma comissão nomeada pelo papa Bento XVI, a organização sofreu uma intervenção da Santa Sé.

Em meio a esse emaranhado de grupos, visões e interesses distintos, os conflitos na Cúria Romana se avolumaram. Na busca pelo poder, cargos são disputados ferrenhamente.

Ao nomear representante de um grupo para um posto importante, o papa desagrada outros. Tensões ocorreram, por exemplo, a partir de indicações como a do italiano Ettore Gotti Tedeschi, ligado à Opus Dei, para o Instituto de Obras Religiosas (IOR), o banco do Vaticano. Tedeschi assumiu em 2009 e foi demitido no ano passado, por má gestão.

Amigo do papa, Tedeschi teria sido vítima de um complô armado por conselheiros da instituição financeira para desmoralizá-lo. Por trás, estaria o cardeal Tarcísio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, segundo documentos vazados no chamado escândalo VatiLeaks. O banco, conforme denúncias, recebia dinheiro de origem duvidosa.

A nomeação do próprio Bertone para a Secretaria de Estado teria gerado insatisfações. O motivo seria o fato de Bertone não vir da área diplomática, o que seria uma tradição na Cúria Romana nas indicações para tal cargo. Ex-secretário de Ratzinger na Congregação para a Doutrina da Fé, Bertone é salesiano.

Bento VXI também removeu do cargo de porta-voz do Vaticano o espanhol Joaquim Navarro Valls, um quadro da Opus Dei bastante próximo de João Paulo II. Valls ocupava a função havia 22 anos e foi substituído pelo padre jesuíta Federico Lombardi.

Outra atitude considerada incomum foi a remoção, em 2011, do cardeal Angelo Scola, então primaz de Veneza e detentor de vários cargos na Cúria Romana, para o posto de arcebispo de Milão.

Scola, do movimento Comunhão e Libertação, é apontado como um dos favoritos para a sucessão de Bento XVI. Sua ida para Milão pode ter sido um indicador, segundo vaticanistas, de que seja o nome preferido pelo papa para sucedê-lo. O papa também transferiu um bispo brasileiro, Filipo Santoro, de Petrópolis para uma diocese da Itália, a fim de que ele pudesse servir mais de perto ao movimento Comunhão e Libertação.

Ex-assessor da CNBB e estudioso dos assuntos do Vaticano, o padre Manoel Godoy, diretor-executivo do Instituto Santo Tomás de Aquino (de Belo Horizonte), alerta que o próximo papa deverá fazer mudanças profundas na Cúria Romana para não virar refém das atuais estruturas de poder. Segundo Godoy, cardeais eméritos que continuam na Santa Sé acabam formando grupos de conspiradores capazes de desestabilizar o papado. “Os cardeais aposentados ficam lá. Têm muito tempo para arquitetar planos e propostas e não deixam o papa governar”, constata.

Alguns desses cardeais, como os italianos Angelo Sodano, decano do Colégio Cardinalício, e Giovanni Batista Ré, o eslovaco Josef Tomko e o colombiano Dario Castrillón Hoios, seriam simpáticos a interesses defendidos pela Opus Dei.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A POBREZA DE JESUS



Ele nasceu numa estrebaria de uma aldeia obscura, na periferia do império romano. Era filho de gente muito humilde e seu berço foi um caixote que se usava para dar de comer aos animais. Quando seus pais o apresentaram a Deus no Templo de Jerusalém, sua oferta se reduziu a duas pombinhas, oferta estipulada pela lei mosaica em tais ocasiões para pessoas sem recursos. Com seus pais, deixou seu lar e viveu como refugiado em terra estrangeira por causa de um decreto imperial que mandava matar todas as crianças com menos de três anos.

Ele foi criado em outra aldeia na casa de um carpinteiro e, quando adulto, chegou a afirmar que não tinha onde recostar a cabeça. Quando completou trinta anos tornou-se um pregador itinerante viajando pelo país com seus doze discípulos. Foi, então, falsamente acusado e inocentemente condenado. Seus amigos o abandonaram. Depois de torturado, foi crucificado entre dois ladrões. Quando morreu, aos trinta e três anos, foi sepultado em um túmulo que um amigo bondoso emprestou.

Jesus Cristo foi pobre, mas sua pobreza foi algo que ele assumiu voluntariamente, movido pelo seu amor. Ele era rico, mas fez-se pobre, numa expressão concreta de sua identificação com a humanidade.

É tempo dos cristãos dos grandes centros urbanos se arrependerem de usar Deus para satisfazerem sua ambição material. E aprenderem a viver com simplicidade e generosidade, ajudando aqueles que não têm para a subsistência diária.

Ouvimos muita gente dando testemunho que tinham um carro velho e agora tem dois novos, tinham uma casa pequena e agora tem duas grandes, que ganhavam um tanto, mas agora ganham três vezes mais. Aceitaram a Cristo, aderiram a tal igreja e prosperaram materialmente. Nunca ouvi alguém dando testemunho que se converteu e decidiu dar uma parte de seus bens para os pobres e para missões.

Cristãos urbanos de classe média estão imersos numa estrutura consumista, alienados da realidade do sofrimento de milhares de brasileiros. Pensam em si e no que é seu e confundem Deus o Pai de Jesus Cristo com Mamon, o deus dinheiro, o pai de todos os males (I Tm 6.10). Mamon não é uma potestade, promete paz, tranqüilidade, vida feliz e alegria e, portanto, compete com Deus. Muitos acham que estão confiando em Deus, mas, no entanto, confiam em Mamon (Mt 6.24).

A sociedade de consumo nos condiciona e nos leva a desejar possuir cada vez mais coisas, convencendo-nos que tendo mais seremos mais. Um mundo que pensa e age somente em termos materiais acabou contaminando o povo de Deus. E igrejas anunciam conforto material ilimitado para aqueles que aderirem e trouxerem sua contribuição.

Acabamos todos preocupados com a vida material, amarrados em contas, crediários, consumo de supérfluos, símbolos de status, dominados pela ambição de ter mais, sempre insatisfeitos.

Jesus Cristo na sua pobreza voluntária nos liberta dos condicionamentos da sociedade de consumo, e nos torna dispostos a confiar a ele toda a nossa vida, dons, talentos, recursos e tempo para servir com alegria o nosso próximo.

O verdadeiro conhecimento de Deus gera santidade e serviço, e o verdadeiro conhecimento de si gera quebrantamento e humildade.

Estas são as virtudes que a Igreja mais carece nestes dias: santidade, serviço, quebrantamento e humildade. Portanto, tenhamos discernimento, pois há uma outra teologia por ai que ao invés de santidade gera negócios escusos, ao invés de serviço gera egoísmo, ao invés de quebrantamento gera farisaísmo, ao invés de humildade gera busca pelo poder.

Olhemos por um momento para a vida de Jesus de Nazaré em quem cremos. Ele abriu mão de seus direitos e privilégios, esvaziou-se de sua divindade, por amor a nós fez-se homem, veio para servir e não para ser servido.

Não há nada de errado em buscar as bênçãos de Deus e uma vida material digna. Errado é acumular sem repartir. Sodoma e Gomorra, contrariamente ao que muita gente pensa, não foram destruídas pela sua promiscuidade sexual, mas sim por que acumularam riquezas e não repartiram: “Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e próspera tranqüilidade teve ela e suas filhas, mas nunca amparou o pobre e necessitado”. Ez 16.49

Que o Senhor tenha misericórdia de nós, que o Senhor tenha misericórdia de sua Igreja, que o Senhor tenha misericórdia do Brasil.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

SAINDO DO ARMÁRIO...NÃO ESTA LONGE DISSO ACONTECER!!!




Vanessa Meira


Em anos recentes a situação tem ficado quase insuportável.

Não dá mais para ficar escondendo algo que faz parte de mim.

Pode soar politicamente incorreto e suscitar os preconceitos de alguém, mas eu preciso confessar isso publicamente.

Espero que minha família e meus amigos me entendam e me apoiem...

Então assumo:

- Eu NÃO sou gay! Eu sou heterossexual. Sou heterossexual, cristã e casada. Gosto de homem, sempre gostei. Pronto, falei!

Nunca pensei em mulheres. Nunca achei desejável o corpo feminino.

Cresci numa família comum... Minha infância foi brincando de bonecas e casinha... E eu sempre era a esposa, a mãe...

Na adolescência, no despertar da minha sexualidade, eu fantasiava, sonhava com romances incríveis e impossíveis... Com homens! Professores, primos, amigos...  Sempre hetero...

Meu mundo é e sempre foi hetero!

Sei que posso enfrentar críticas e preconceitos numa sociedade completamente patrulhada pelo homossexualismo. Mas decidi sair do armário, e não volto atrás.

Depois que "entraram" no armário Ray Boltz, Tonéx e Jennifer Knapp, declarando sua homossexualidade, corro o risco de parecer uma puritana dentro da própria igreja, mas espero que meus irmãos crentes liberais me entendam e continuem me amando.

Amo a Jesus e pretendo servi-lo assim, com a minha "opção" sexual.

Se você chegou até aqui, no final deste post, te agradeço e peço que me entenda. Saiba que assim como eu, muitos outros heteros estão por aí, pressionados, vivendo um grande dilema, sofrendo o medo do preconceito e do rótulo.

E você meu amigo hetero e reprimido:

- Se joga! Ahaza!

- Temos esse direito!

domingo, 10 de fevereiro de 2013

AINDA DÁ TEMPO DE SE CONCERTAR!!!


QUEM SUBIU QUANDO JESUS VOLTOU?


por Zé Luís

- Você ficou sabendo?
- O que? - respondeu ao telefone o reverendo, sem desgrudar os olhos da imensa tela de TV, enquanto mascava salgadinhos. Nem se dava conta de qual de seus pastores-auxiliares estava ao fone.
- Pelo que tudo parece, reverendo: o Cristo voltou... e já foi...
- Voltou é?... - comentou ele, sem grande entusiasmo: ele assistia um filme pornô enquanto falava, e sua concentração estava totalmente focada naquelas cenas. Pela enfase no assunto, só podia ser o Antenor, um pastor novato, vindo de uma escola teológica mais tradicional, com a ilusão teimosa de fazer diferente, embora seu contrato de trabalho junto àquela igreja o obrigava a imitar até os trejeitos do fundador daquela igreja, com quem falava agora.
-O senhor não viu os noticiários? Os sumiços?
O reverendo se riu, e até pausou o filme:
-E quais igrejas sumiram? - perguntou ironicamente, parecendo divertir-se com a informação.
-Nenhuma... pelo que noticiaram, foram sumiços aleatórios, a grande maioria não era religiosa, ou mesmo frequentava uma igreja...
O ar divertido silenciou. Antenor continuou:
-O tal objeto brilhante no céu que os astrônomos não souberam explicar, lembra? Ontem ele completou 7 dias. Tem certeza que não ouviu o ruído que ele fez, reverendo?
O reverendo estava bêbado demais naquela hora para ter ouvir qualquer coisa.
-Prossiga, Antenor...
-Então... a Nasa afirma que o tal objeto emitiu aquele som pulsante do espaço, eu vi... só eu não, quem procurou a origem do ruído no mundo todo viu também... quando o brilho se intensificou como um prolongado relâmpago. O céu empalideceu, num branco intenso a ponto de ofuscar o brilho do sol. Foi súbito, parecíamos banhados por uma luz tão densa que me fez imaginar estar mergulhado num oceano de leite, embora não nos sufocasse, não houvesse calor ou qualquer tipo de reação desagradável em nós. Era aconchegante.
Da forma que se intensificou, gradativamente desvaneceu, e todos nós estávamos lá ainda...
-Que horas foi isso? - interrompeu o reverendo, com voz entrecortada.
-Acho que eram três da manhã aqui no Brasil. Foi um evento simultâneo, mundial. Não entendo como não pode ter visto. Não havia como não perceber! As ruas se encheram de gente olhando para o céu, mas não havia pavor, nem saques, ou gritaria... Quando a luz cessou, e nos olhamos, já não havia mais vontade de nada, as forças e o entusiamo foram embora com o apagar da luz... sabe quando estamos confortáveis diante de uma lareira em um dia de frio, e de repente, ela se apaga, assim como toda a luz em volta? A sensação é a mesma até agora: o frio vazio. Como nada aquecesse a alma, entende reverendo? Reverendo? Ainda está aí?
-Sim...- disse ele. Sua voz parecia entrecortada. Entendia agora porque as pornografias pareciam não fazer mais efeito, nem o álcool o embebedou, nem as prostitutas o interessaram naquele dia.
-Não existem mais crianças... pelo menos as bem pequenas. Mas quase ninguém desapareceu: as igrejas permaneceram com toda a sua membresia praticamente. Um ou outro indivíduo foi dado como perdido. Quem viu um destes raros desaparecimentos conta que a pessoa foi tragada pela luz branca, e quando a mesma foi sumindo, elas sumiram junto... mas preciso urgentemente saber: Por que ficamos? Não eramos aqueles que subiríamos com o Senhor?
O reverendo gargalhou.
-Você está falando sério, Antenor?
-Como assim reverendo?
-Você sempre soube que nossa forma de pregar o Evangelho não pregava Evangelho algum. Era apenas um sistema que não nos levava a nada que não fosse uma indução emocional dessas pessoas para fazer o que queríamos. É claro que ninguém dos nossos grupos sumiriam nesse evento. Não temos nenhuma relação com a proposta feita pelo Cristo para o dia de sua volta.
-E o que faremos? O que diremos a nossas ovelhas?
-Da sua parte eu não sei. Com o dinheiro que ganhei com elas, posso viver mais décadas sem precisar trabalhar, embora só tenhammos sete anos a partir de agora... não esperava que Ele viesse nos atormentar antes do tempo... na verdade, não esperava que toda aquela baboseira escrita há séculos fosse realmente verdade... passar bem, Antenor.
-Como assim reverendo?
- Meu nome é Carlos, Antenor. A igreja não existe mais. Poupe-me...e poupe-se desses títulos eclesiásticos, eles só servem para dar autoridade diante de ovelhas que já não me interessam mais. Preciso acabar de assistir meu filme... até nunca mais.

Desligou e não atendeu mais nenhuma ligação naquela noite.

O noticiário, poucos dias após o evento e o desaparecimento de alguns parcos cidadãos pelo globo terrestre, informou sobre a crescente onda de suicídios envolvendo conhecidos religiosos do mundo inteiro. Entre eles, Carlos e Antenor. O reverendo, naquela mesma madrugada, após desligar o telefone, envenenou-se, misturando veneno de rato com uma dose de uísque Jack Daniels.
Antenor atirou contra a própria cabeça, diante de uma multidão de fiéis, que assistiam seu sermão.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Qual desses você é?


Preletores para Diversas Ocasiões

Foto/Imagem Preletores para Diversas Ocasiões Estudos Biblicos
Há quase 20 anos, fui convidado pela primeira vez para participar de uma agência nacional de pregadores. Um companheiro de púlpito me ofereceu um cartão e disse: “Seria um prazer tê-lo em nossa agência”. Então, lhe perguntei: “Como funciona essa agência?” E a sua resposta me deixou estarrecido: “As igrejas ligam para nós, especificam que tipo de pregador desejam ter em seu evento, e nós cuidamos de tudo. Negociamos um bom cachê”.
É impressionante como o pregador, nos últimos anos, se transformou em um produto. Há alguns meses, depois de eu ter pregado em uma igreja (não me pergunte onde), certo pastor me disse: “Gostei da sua pregação, mas o irmão conhece algum pregador de vigília?” Achei curiosa essa pergunta, pois eu gosto de oração, já preguei várias vezes em vigílias, porém, segundo aquele irmão sugeriu, eu não serviria para pregar em uma vigília!
Em nossos dias — para tristeza do Espírito Santo — pertencer a uma agência de pregadores tornou-se comum e corriqueiro. E os convites para ingressar nessas agências chegam principalmente pela Internet. Nos sites de relacionamento encontramos comunidades pelas quais os internautas mencionam quem é o seu pregador preferido e por quê. Certa jovem, num tópico denominado “O melhor pregador”, declarou: “Não existe ninguém melhor que ninguém; cada um tem a sua maneira de pregar, e cada pessoa avalia segundo o seu gosto”.
Ela tem razão. Ser pregador, hoje em dia, não basta. Você tem de atender às preferências do povo. Já ouvi irmãos conversando e dizendo: “Fulano é um ótimo pregador, mas não é pregador de congresso” ou “Fulano tem muito conhecimento, mas não gosta do reteté”.

Conheçamos alguns tipos de pregadores e seus públicos-alvo:

Pregador humorista. Diverte muito o seu público-alvo. Tem habilidade para contar fatos anedóticos (ou piadas mesmo) e fazer imitações. Ele é como o famoso humorista do gênero stand-up comedy Chris Rock (que aparece na imagem acima). De vez em quando cita versículos. Mas os seus admiradores não estão interessados em ouvir citações bíblicas. Isso, para eles, é secundário.
Pregador “de vigília”. Também é conhecido como pregador do reteté. Aparenta ter muita espiritualidade, mas em geral não gosta da Bíblia, principalmente por causa de 1 Coríntios 14, especialmente os versículos 37 e 40: “Se alguém cuida ser espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor... faça-se tudo decentemente e com ordem”. Quando ele vê alguém manejando bem a Palavra da verdade (2 Tm 2.15), considera-o frio e sem unção. Ignora que o expoente que agrada a Deus precisa crescer na graça e no conhecimento (2 Pe 3.18; Jo 1.14; Mt 22.29). Seu público parece embriagado e é capaz de fazer tudo o que ele mandar.
Pregador “de congresso”. Entre aspas porque existe o pregador de congresso que faz jus ao título. Mas o pregador “de congresso” (note: entre aspas) anda de mãos dadas com o pregador “de vigília”, mas é mais famoso. Segundo os admiradores dessa modalidade, trata-se do pregador que tem presença de palco e muita “unção”. Também conhecido como pregador malabarista ou animador de auditórios. Se for preciso, gira o paletó sobre a cabeça, joga-o no chão, esgoela-se, sopra o microfone, emite sons de metralhadora, faz gestos que lembram golpes de artes marciais... Exposição bíblica que é bom... quase nada!
Pregador “de congresso” agressivo. É aquele que tem as mesmas características do pregador acima, mas com uma “qualidade” a mais. Quando percebe que há no púlpito alguém que não repete os seus bordões, passa a atacá-lo indiretamente. Suas principais provocações são: “Tem obreiro com cara de delegado”, “Hoje a sua máscara vai cair, fariseu”, “Você tem cara amarrada, mas você é minoria”. Estas frases levam o seu fanático público ao delírio, e ele se satisfaz em humilhar as pessoas que não concordam com a sua postura espalhafatosa.
Pregador popstar. Seu pregador-modelo é o show-man Benny Hinn, e não o Senhor Jesus. É um tipo de pregador admirado por milhares de pessoas. Já superou o pregador de congresso. É um verdadeiro artista. Veste-se como um astro; sua roupa é reluzente. Ele, em si, chama mais a atenção que a sua pregação. É hábil em fazer o seu público a abrir a carteira. Seus admiradores, verdadeiros fãs, são capazes de dar a vida pelo seu pregador-ídolo. Eles não se importam com as heresias e modismos dele. Trata-se de um público que supervaloriza o carisma, em detrimento do caráter.
Pregador milagreiro. Também tem como paradigma Benny Hinn, mas consegue superar o seu ídolo. Sua exegese é sofrível. Baseia-se, por exemplo, em 1 Coríntios 1.25, para pregar sobre “a unção da loucura de Deus”. Cativa e domina o seu público, que, aliás, não está interessado em ouvir uma exposição bíblica. O que mais deseja é ver sinais, como pessoas lançadas ao chão supostamente pelo poder de Deus e fenômenos controversos. Em geral, o pregador milagreiro, além de ilusionista e “poderoso” (Dt 13.1-4), é aético e sem educação. Mesmo assim, ainda que xingue ou ameace os que se opõem às suas sandices e invencionices, o seu público é fiel e sempre diz “aleluia”.
Pregador contador de histórias. Conta histórias como ninguém, mas não respeita as narrativas bíblicas, acrescentando-lhes pormenores que comprometem a sã doutrina. Costuma contextualizar o texto sagrado ao extremo. Ouvi certa vez um famoso pregador dizendo: “Absalão, com os seus longos cabelos, montou na sua motoca e vruuum...” Seu público — diferentemente dos bereanos, que examinavam “cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (At 17.11) — recebe de bom grado histórias extrabíblicas e antibíblicas.
Pregador cantante. Indeciso quanto à sua chamada. Costuma cantar dois ou três hinos (hinos?) antes da pregação e outro no meio dela. Ao final, canta mais um. Seu público gosta dessa “versatilidade” e comemora: “Esse irmão é uma bênção! Prega e canta”. Na verdade, ele não faz nenhuma das duas coisas bem.
Pregador “massagista”. É hábil em dizer palavras que massageiam os egos e agradam os ouvidos (2 Tm 4.1-5). Procura agradar a todos porque a sua principal motivação é o dinheiro. Ele não tem outra mensagem, a não ser “vitória”, principalmente a financeira. Talvez seja o tipo de pregador com maior público, ao lado dos pregadores humorista, popstar e milagreiro.
Pregador sem graça. É aquele que não tem a graça de Deus (At 4.33). Sua pregação tem bastante conteúdo, mas é como uma espada: comprida e chata (maçante, enfadonha). Mas até esse tipo de pregador tem o seu público, formado pelos irmãos que gostam de dormir ou conversar durante a pregação.
Pregador chamado por Deus (1 Tm 2.7). Prega a Palavra de Deus com verdade. Estuda a Bíblia diariamente. Ora. Jejua. É verdadeiramente espiritual. Tem compromisso com o Deus da Palavra e com a Palavra de Deus. Seu paradigma é o Senhor Jesus Cristo, o maior pregador que já andou na terra. Ele não prega para agradar ou agredir pessoas, e sim para cumprir o seu chamado. Seu público — que não é a maioria, posto que são poucos os fiéis (Sl 12.1; 101.6) — sabe que ele é um profeta de Deus. Esse tipo de pregador está em falta em nossos dias, mas não chama muito a atenção das agências de pregadores. A bem da verdade, estas também sabem que nunca poderão contar com ele...
Qual é a sua modalidade preferida, prezado leitor? Você pertence a qual público? E você, pregador, qual dos perfis apresentados mais lhe agrada?

Associação de ateus se aproveita de tragédia para questionar crença em Deus



“Deus, cadê você, cara?” Esta era a pergunta que estampava  a  página no Facebook da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (ATEA). A publicação aconteceu logo após a tragédia em uma boate de Santa Maria (RS). Além da frase uma imagem dos corpos das vítimas ainda no interior da boate Kissilustrava. A foto na verdade seria de um outro incêndio, na Tailândia, mas foi atribuída à tragédia.


A atitude causou revolta em diversos internautas, incluindo os que “curtiam” a página no Facebook, e resultou em protestos no Twitter. Diversos usuários da página a excluíram de suas atualizações, numa iniciativa de represália.

A imagem dos corpos publicada pela página ateísta tipifica o crime de Vilipêndio a Cadáver, conforme descrito no artigo 212 do Decreto de Lei nº 2.848 de 7 de dezembro de 1940, com pena prevista de um a três anos de reclusão, e multa. “Sempre me mantive distante da ‘ATEA’ por não concordar com suas práticas. Desta vez, mostrar as fotos das vítimas mortas foi lamentável”, escreveu o usuário Gustavo F. Chapacais no Twitter.

Na página da ATEA no Facebook, um internauta observa que, ao publicar a imagem com cadáveres para questionar a existência de Deus, a instituição não contribuiu com a convivência entre pessoas de crenças diversas: “Agora que estão descobrindo o quanto é horrível essa página, disseminando ódio e explorando a dor alheia para quererem ‘provar’ algo… Não fazem isso de hoje”, afirmou Roger Carvalho.

Um internauta identificado como Glauber Macario tentou ponderar a situação, mencionando que os administradores da página da ATEA não representam todos os ateus: “Achar que todos os ateus são como os da ATEA é o mesmo que achar que todos os cristão são iguais ao Silas Malafaia”, afirmou.

Após a repercussão negativa, a ATEA apagou a publicação com a imagem dos corpos.

Gospel Mais|Pátio Gospel Noticias

Fragmentos de uma Tragédia




" O domingo começa com o cheiro desagradável e o gosto amargo da morte. Meu Deus, quanta dor…"  Fabricio Cunha
“Um pranto em Santa Maria, de choro sentido e lamentação: Raquel chora seus filhos e sem consolo, pois eles não voltarão.” (Jeremias 31.15 – adaptação)


“O fim da dor é a própria dor para quem sofre: sem sentido, sem explicação, sem consolo aparente.” Jonathan Menezes


“Solidar o que sobrou / dos cantos dessa cidade / e o canto que me restou / é o da solidariedade.” José Barbosa José Barbosa Junior e Gladir Da Silva Cabral


…234 futuros. 234 sonhos. 234 amores. 234 filhos. 234 jovens é vida demais, que virou vida de menos… Fabricio Cunha


“Toda a tristeza deve ser convertida em solidariedade! A dor em cultura preventiva. E a raiva em ação anti-IMPUNIDADE !!!” Carlos Minc


“Essa tragédia em Santa Maria é a nossa bomba de Hiroshima. O País inteiro está de luto. Essa dor é de todos nós.” Poeta Sérgio Vaz


“Todos de luto porque perderam pessoas. Se você tem as pessoas que ama com você, valorize-as agora. Ainda dá.” Carlos André Gomes


“Creio no Deus Consolador Emanuel, que sabe como ninguém acolher e apascentar onde existe dor, sofrimento, desespero e sombra da morte. Jesus.” Carla E Nelson Bomilcar


“No vazio, da escuridão, que veste a noite, meu coração pequenino, clama ao Senhor: Pai, seja o consolo dos que perderam o amor genuíno.” Fabrício Correia
“É uma dor que não se pode mensurar. Somente o tempo nos ajudará a superar, temos de seguir em frente”. Cezar Schirmer (Prefeito de Santa Maria)
"Quando alguém morre sem “precisar” morrer, todos nós morremos um pouco…"  Fabricio Cunha

 "Que o Senhor tenha misericórdia dos religiosos legalistas. De gente que acredita num deus que mata pra lhes dar vitória. Que seus corações, sim, estes queimem de arrependimento nas chamas do Espírito Santo. E que as consolações deste mesmo Espírito sejam sobre as famílias enlutadas de Santa Maria." Luiz Rogério

Porém, a lógica da Palavra nada tem a ver com esses “fasci-fariseus”. Jesus fez considerações contrárias ao pensamento dessa turba: uma tragédia não faz de suas vítimas mais pecadoras que qualquer outra pessoa (Lc 13.4), rejeitou o pensamento de causa e efeito fatalista (Jo 9.1-3), declarou que coisas boas e ruins acometem pessoas boas e ruins (Mt 5.45). Até mesmo Seu sacrifício quebra essa lógica “urubulina”, já que um inocente (Lc 23.22) morreu de forma vergonhosa para que nós, pecadores, pudéssemos viver (Rm 5.8).   Digão

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

SAIU NA VEJA!!!

As exigências de algumas igrejas para quem sonha em ser pastor


Silas Malafia em ação no curso em Águas de Lindoia (Foto: Mario Rodrigues)




VEJA SP
João Batista Jr.




■ TEMPLO É DINHEIRO
Os mandamentos para faturar e conquistar fiéis

Inovar nas ofertas
Há múltiplas alternativas para pedir contribuições: para a construção de novos templos, para imprimir livros, para ajudar a gravar um CD ou para pagar uma palestra de um pastor de outro estado. A venda de objetos como fronhas e toalhas figura entre outras fontes de receita. É fundamental ter máquinas para receber ofertas nos cartões de débito e de crédito.

Caprichar no discurso
Frases de efeito, muitas vezes cheias de clichês, são ditas a cada minuto de forma a dar ênfase à mensagem e prender a atenção da plateia. “Não deixar o cavalo morrer na batalha”, “A fofoca é capaz de destruir as bases sociais” e “Morar com a sogra é ruim porque se dá um incesto emocional” são alguns exemplos. Fechar os olhos enquanto se prega dá ares ainda mais dramáticos.

Ter dons artísticos
Chorar, soltar o gogó como se cantasse numa ópera e pular de um lado para o outro. O púlpito, muitas vezes decorado com telões de LED, vira um palco, onde o pastor faz um monólogo. Daí ser fundamental dominar técnicas teatrais, como saber dar ênfase exata a determinadas palavras e mexer os braços de forma a projetar uma imagem de profeta. O visual deve sempre estar alinhado.

“Esses homens tinham cotas para arrecadar. Uma vez ultrapassada a do mês atual, o valor atingido vira a cota do mês seguinte. É como um banco”, compara Leonildo Silveira Campos, professor de pós-graduação em ciências da religião da Universidade Metodista e autor do livro Teatro, Templo e Mercado: Organização e Marketing de um empreendimento Neopentecostal. Os salários da Universal variam hoje entre R$ 1. 500 e R$ 10.000, mas há cargos mais bem remunerados, como o dos chefes regionais. “Os pastores têm tabelas a ser preenchidas, com os gastos e os ganhos do mês”, acrescenta o especialista.


Casal Hernandes, da Renascer: provas escritas para contratar novos membros (Foto:Gilberto Telles)
A disputa por gente qualificada provoca atualmente uma guerra nesse meio. Valdemiro Santiago, da Mundial do Poder de Deus, faz um corpo a corpo para tirar gente dos quadros da Universal e da Internacional da Graça de Deus. “Ele oferece plano de saúde, aluguel da casa e salários maiores”, diz Ricardo Bitun, professor de sociologia e teologia do Mackenzie. O teto salarial da Mundial é de R$ 15.000. “Em alguns casos, ela aumenta a remuneração fixa, concedendo de 8% a 10% da arrecadação das ofertas ao pastor”, afirma Bitun.

A Renascer, de Estevam e Sonia Hernandes, paga entre R$ 1.500 e R$15.000 aos membros mais graduados. “Para fazer parte da nossa comunidade, é preciso passar por um processo seletivo”, diz a bispa Amanda Baldoni, a responsável pela escola teológica da Renascer (veja ao final do texto algumas questões do vestibular).

“Profissional bom, com o dom da palavra e comprometimento com o ministério, precisa ser valorizado”, defende Malafaia, o único entre os grandes líderes a expor a receita de sua igreja: segundo ele, R$ 40 milhões em 2012. 

“Meus discípulos ganham entre R$ 4.000 e R$ 22.000. Também banco casa e escola para os filhos”, enumera. Mais recentemente, Malafaia estabeleceu que, caso alguém de sua equipe seja aceito em qualquer curso da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, ele financiará integralmente os estudos.

A busca pela prosperidade é estimulada pelas igrejas, e muitos dos fiéis não escondem que vislumbram o ofício como um meio de ascensão social. Entre os estudantes da Eslavec, um caso muito comentado era o de Agenor Duque, fundador da Apostólica Plenitude do Trono de Deus. Em 2006, quando decidiu deixar a Mundial para abrir a própria frente de pregação, ele vendeu seu carro Astra por R$ 25.000. “Precisava comprar tempo em uma rádio”, lembra. 

Edir Macedo: a Universal foi uma das primeiras a investir pesado
na qualificação dos seus quadros (Foto: Rafael Andrade )
Atualmente, aos 36 anos, é dono de cinco templos, sendo um deles localizado em um imóvel na Avenida Celso Garcia, na Zona Leste da capital, pelo qual desembolsou R$ 3,5 milhões. Além disso, tem caixa para bancar espaço diário em três emissoras de rádio e uma de TV. “Gasto R$ 48.000 com esses compromissos”, afirma. O investimento vale a pena. Duque tem sido convidado para aparecer em programas de TV e, no próximo Carnaval, promoverá um evento no estádio do Canindé com a expectativa de receber 30.000 pessoas.

Histórias como essa faziam brilhar os olhos de muitos dos presentes nas palestras em Águas de Lindoia. Um dos alunos, Wesley Rebustini, de 28 anos, sonha alto. Seus pais fundaram a Bíblica da Paz há duas décadas. Em 2010, depois de cursar teologia nos Estados Unidos, o rapaz voltou para o Brasil com a missão de tocar os planos de expansão. No ano passado, ele abriu três templos na Grande São Paulo. “Serão outros cinco em 2013”, planeja. Wesley é irmão do cantor gospel Guilherme Rebustini, do elenco da Sony Music, e diz não pagar salários aos seus pastores-funcionários. “Nesse momento, eles podem ter um emprego para se manter e não se dedicam integralmente à nossa causa”, justifica. “Mas isso certamente vai mudar quando crescermos.”

Confira quais são as características imprescindíveis para se tornar líder de uma igreja evangélica



Assembleia de Deus Vitória em Cristo

O líder Silas Malafaia pede a seus funcionários — de diácono a presbítero — que cursem teologia. O aprendiz selecionado para virar pastor tem de fazer um curso intensivo de quatro meses de duração, com o objetivo de aprender detalhes da burocracia da igreja, suas regras e o tipo de oratória adotada.
Igreja Renascer em Cristo
Desde que a fundaram, há 26 anos, os bispos Estevam e Sonia Hernandes criaram o Centro de Estudos Renascer, instalado no Cambuci. Os cursos são divididos nas categorias aspirantes, diáconos, presbíteros e pastores.
Internacional da Graça de Deus
Formação bíblica é requerida pelo líder R.R. Soares. Os obreiros ascendem muitas vezes depois de graduados na Academia Teológica da Graça de Deus (escola de Soares localizada perto da Praça da Sé).
Mundial do Poder de Deus
Prefere atrair bons quadros da concorrência a formar pastores. Para isso, oferece melhores salários e benefícios. Seus alvos preferidos são os profissionais da Universal e da Internacional.
Universal do Reino de Deus
Recruta jovens obreiros dos templos de todo o país. Os mais aplicados se mudam para São Paulo, com todas as despesas pagas, continuam o trabalho e são preparados para funções mais importantes.



TEMOS QUE ORAR MUITO POR AQUELES QUE FAZEM MISSÃO E OS NOVOS CONVERTIDOS!!!


IGREJA PERSEGUIDA: CONFIRA A NOVA CLASSIFICAÇÃO DE PAÍSES POR PERSEGUIÇÃO 2013





Com base em experiências de campo, anualmente, a Portas Abertas publica uma lista com os 50 países mais opressores ao cristianismo. Há três principais objetivos para esse levantamento: fazer dessa classificação um instrumento mais preciso de medição da extensão da perseguição aos cristãos hoje; determinar onde a necessidade é mais urgente e; assim, planejar melhor projetos e ações.

Perseguição é "toda e qualquer hostilidade vivenciada em qualquer lugar do mundo, como resultado da identificação de uma pessoa com Cristo. Isso inclui atitudes, palavras ou ações hostis contra os cristãos, partindo de fora do cristianismo ou em meio a ele". Ron Boyd-MacMillan

Em comparação ao ano anterior, a Classificação de Países por Perseguição, originalmente chamada de World Watch List - WWL,  chegou em 2013 com alterações significativas e destaques bastante curiosos; a começar pela maneira com que a listagem foi feita.

A explicação é bastante simples: até 2012, o questionário elaborado pela Portas Abertas, que considerava as áreas onde a perseguição religiosa era mais latente, era composto por perguntas genéricas, rápidas, e não muito aprofundadas. Para a classificação desse ano, o questionário apresentado aos cristãos em campo foi reestruturado e alguns fatores e detalhes foram postos na balança. O relatório passou a considerar dois aspectos da perseguição religiosa: o contexto da perseguição e as diferenças de perseguição de acordo com as comunidades hostilizadas. 

Por esse motivo, esse ano surgiram importantes mudanças nas dez primeiras posições, com novos países que passam a integrar o quadro dos 50 mais intolerantes à fé cristã. Ao comparar a classificação de 2013 com a de 2012, atente-se aos seguintes destaques:

+ Países novos entraram na lista: Mali (7ª), Tanzânia (25ª), Quênia (40ª), Uganda (47ª) e o Níger (50ª).  

Como já citado, o Mali, na África, que não apareceu em classificações anteriores, já chega ocupando a 7ª colocação. Isso se deu porque, após um golpe militar de Estado em março de 2012, o país vive hoje um momento de tensões e mudanças políticas, o que reflete diretamente na perseguição à Igreja. O norte foi dominado por milícias islâmicas e, portanto, todas as igrejas dessa região foram destruídas e milhares de cristãos tiveram que fugir para o sul ou para países vizinhos. 

+ Há onze anos consecutivos, a Coreia do Norte figura em primeiro lugar no ranking.

+ O Iraque está agora no TOP 5 da lista. Pulou da 9ª para a 4ª posição no quadro geral. Desde 2003, quando a invasão liderada pelos EUA derrubou o regime de Saddam Hussein, os cristãos tem sido alvo constante de grupos radicais islâmicos que atuam no país. 

+ A Síria subiu 25 posições, a Etiópia 23 e a Líbia 9, o que significa que a perseguição nesses países se intensificou.  

+ A Nigéria se manteve no 13º lugar, mas a perseguição que antes era considerada somente no norte do país, agora se expandiu para todo o território. 

+ A China desceu do 21º lugar para o 37º e o Egito do 15º para o 25º. Entenda, porém, que essas alterações nas posições não significam, necessariamente, uma melhora na perseguição religiosa na China e no Egito, especificamente. 

O que acontece é que, devido à mudança na forma de classificação dos países, em alguns lugares a perseguição religiosa é maior do que nessas nações, o que fez com que muitos países descessem no ranking sem que a hostilidade aos cristãos tenha diminuído de fato. 

O esclarecimento acima pode aclarar também porque alguns países deixaram o ranking, mas não devem sair da sua lista de orações, já que a perseguição não acabou. 

São eles: Cuba, Bangladesh, Chechênia, Turquia e Belarus. É, novamente, a nova maneira de aferir a perseguição que provocou tal movimento na tabela. Relatos do campo informam que, sim, em determinados países, como a China, há sinais de melhora, mas, mesmo assim, as pressões contra minorias religiosas permanecem.

A boa notícia é que a perseguição tende a estar relacionada com o crescimento e o testemunho, e normalmente refina e fortalece a fé dos cristãos, não o oposto. Por isso, em geral, o aumento das pressões contra o cristianismo mostra que a Igreja está crescendo. 

Faça o download do novo mapa da WWL A4



RANKING 2013




                      





sábado, 5 de janeiro de 2013

INFELIZMENTE É O QUE ESTA ACONTECENDO!!!






Manoel d.C


Tenho visto verdadeiras aberrações literárias e gráficas nos adesivos, placas nas calçadas e nos carros na rua. Tabernáculo sobre Rodas, Lavado no Sangue, Incendeia a Tua Noiva, Sou Filho do Rei, Jesus me Deu, Praga nenhuma chegará à Tua Tenda etc, etc.

Fora a total falta de bom senso e de bom gosto e a absoluta incompreensão dos que leem tais frases, soma-se a tudo isso o comportamento incoerente desses pregadores ambulantes quando são postos sob pressão e deixam aflorar livremente seus instintos carnais, xingando a mãe, vociferando palavras de baixo calão e jogando impropérios e imprecações de toda variedade, deixando o testemunho cristão jogado nas sarjetas.